quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aprende comigo, filho...


A caminho de casa em plena hora de ponta, ao final da tarde. Saio do acesso à A1, o que eu acho que se chama IP1, no Nó de Vilar de Andorinho, e entro na EN 222/Avenida Vasco da Gama (uma estrada magnífica em que, infelizmente, não se pode ultrapassar). Logo a seguir à entrada na Estrada Nacional, depois da via de abrandamento do sentido Sul-Norte, deparo-me com a via de abrandamento para quem vem do sentido Norte-Sul. O trânsito à frente, mas não imediatamente a seguir, pois havia ainda espaço para o "meu" carro estava parado, pensei eu (quando se tem um autocarro de turismo à frente é difícil ver alguma coisa de jeito). Eu avancei para esse espaço quando, da via de abrandamento, surge uma carrinha Mercedes-Benz Classe C a acelerar e, como o condutor olhou para a esquerda muito tarde (é obrigado por sinalização vertical a ceder-me passagem), não conseguiu travar a tempo e, em vez de entrar na estrada, foi parar à berma, tentando ainda meter-se à minha frente (eu não deixei; avancei e se ele tivesse batido em mim era problema dele). Não só cometeu uma contra-ordenação muito grave por não me ter cedido passagem, como cometeu uma contra-ordenação por circular na berma.


Vamos ser sinceros: este tipo de situação acontece quase todos os dias (infelizmente). O que mais me incomodou foi que ao lado do condutor (na casa dos 40) seguia uma criança cuja cabeça mal se via por cima do tablier que devia ter por volta dos 12/13 anos. É muito chato... E é cíclico... Imaginem amanhã o miúdo a chegar à escola e a dizer: "Eh pah, o meu pai conduz mesmo bem, entra nas estradas com uma velocidade..."





2 comentários:

  1. Tens toda a razoão, infelizmente as crianças interpretam mal esses feitos paternos e encaram-nos como sendo reflexo da imegem de super-herói que o progenitor adquire nessa idade.

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  2. E, como eu disse, acontece sempre... Os pais dão maus exemplos aos filhos principalmente ao volante.

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